Não, dotô, eu não quero sair em condicional; só saio daqui se for pro céu. Esses muros me protegem da zona que tá lá fora. Pra que arriscar? Aqui tá a maioria dos meus irmão, eu tenho meus próprio agentes penitenciários, não preciso nem cozinhar ou tomar banho. Pra que ver o horizonte? O mundo gira, gira e acaba no mesmo lugar...
De vez em quando surge até alguma freira dizendo que eu sou humano e tenho direitos! Tá certo que acaba tudo em pizza baiana e o que vale aqui na real é os direitos dus manos. Mas eu fico doido só de imaginar as coxas por baixo daquele hábito.
O senhor tem razão, a gente apanha bastante aqui; tem até cronograma pra isso. Mas aqui quem tem chumbo, tem coisa a perder; os numerado tenta matar é com escova de dente, papel alumínio, cueca rasgada, no tapa, no grito. E também já tá tudo comprado. O sol sempre vem quadrado, nem mais, nem menos. Daqui eu falo com Dostoievsky, Jesus Cristo, Bruna Surfistinha. Voto no Big Brother, não perco uma Libertadores da América. E quando o tédio bate - ou um primo morre oficialmente - a gente quebra tudo e globaliza a rebelião.
E vocês ainda me mandam sair? Eu não, sangue bão! Se vira nos trinta, que a sarna num é minha. Eu aqui tenho um codinome a zelar.
Favor terminar no começo!
Esta extória dura enquanto durar a vontade. Ela se desenrola de narrador em narrador, de postagem em postagem, de linque em linque, de comentário em comentário, de revisão em revisão. O seu fim é não ter fim. Sendo assim, sintam-se em casa.
20 fevereiro 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
Nossa!
Bom... muito bom..
Adorei.
Sem defeito prá por ;D
É isso aê, mina. Melhor nem pôr defeito mesmo, porque eu tô no meu território e aqui quem poe defeito sou eu, falei?
dona amanda, nem liga pro q esse cara diz. ele nao ouve nem a mae dele.
Postar um comentário