O subsolo deste prédio é o ponto mais diferente. Você entra do seu apartamento num elevador cheio de macaquinhos de mármore com espelhinhos nos olhos (o porteiro da noite diz que é porque a dona tem macacos no sótão!); aí você desce para buscar seu carro e, quando suas vistas menos esperam, você é recebido por um branco divino. É tanta claridade que a gente fica até meio cego por um tempo.
Não sei o que a dona Marina pensou. Vai ver que é pra acostumar os moradores que vão pro seu dia-a-dia, sob esse nosso sol de Deus. Porque o resto do prédio - que devia esse sim ser todo emperiquitado, pra ficar bem na foto - é soturno, negro, parece que foi virado do avesso.
Favor terminar no começo!
Esta extória dura enquanto durar a vontade. Ela se desenrola de narrador em narrador, de postagem em postagem, de linque em linque, de comentário em comentário, de revisão em revisão. O seu fim é não ter fim. Sendo assim, sintam-se em casa.
23 fevereiro 2007
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